Aviso importante!

Blog em reforma!

96 das 230 postagens já foram revisadas e já estão disponíveis na linha do blog.
As revisões continuarão!
Por enquanto, as demais postagens seguem alteradas para rascunho e serão publicadas assim que forem sendo revisadas.


Última atualização: 1° Agosto de 2018 - 21h59


Veja algumas fotos da minha atuação na peça Canto Para Woyzeck



domingo, junho 15, 2014

Livros novos na Sexta Feira 13


E nessa última Sexta-feira 13 chegaram meus mais novos livros!



A Verdade sobre ocaso Harry Quebert, de Joel Dicker : Vencedor de vários prêmios literários, esse livro ganhou o titulo de melhor livro do ano. Há quem ache o livro detestável e há quem o ache perfeito. Agora eu quero saber se pra mim ele realmente merece o titulo de melhor livro do ano.

Réquiem, de Lauren Oliver: Esse é o último livro da Trilogia Delírio e eu estou bastante ansioso por ele porque é o desfecho de uma trilogia que eu estou amando muito. Amigos leitores estão dizendo que é mais uma conclusão de série que destruiu toda uma história, mas eu espero não me decepcionar. Já até parei de criar expectativas.

Maze Runner: Prova de fogo, de James Dashner: Maze Runner é uma série que eu mergulhei de cabeça e estou curtindo demais. Estou curioso para saber a continuação de Correr ou Morrer. A escrita de Dashner é muito adrenalina.

Fênix: A Ilha, de John Dixon: Amigos meus, que leram Fênix, A Ilha, estão morrendo de amores pelo livro. Ainda não ouvi nenhuma reclamação sobre ele, portanto, já quero conhecer.

sábado, junho 14, 2014

#Resenha - As vantagens de ser invisível (The Perks of being a Wallflower) - Stephen Chbosky

“...as coisas mudam. E os amigos partem. E a vida não para pra ninguém.”

Sinopse:

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.



Nota:

Stephen Chbosky iniciou a escrita deste importante livro em 1994, mas demorou cinco longos anos para que o terminasse. Publicado pela primeira vez em 1999 pela editora americana MTV Books e só vindo para o Brasil em 2007 pela editora Rocco.


A Leitura:

Quando o personagem central de um livro é um garoto de 15 anos que escreve cartas sobre sua vida, datadas e dirigidas com amor á alguém, já é de se esperar que, em muitos momentos, os leitores irão se identificar.
E isso acontece quase que no livro inteiro.



Admito, sem sentir culpa nenhuma, que só comprei As Vantagens de Ser Invisível porque fiquei sabendo que havia um filme sobre ele em que a Emma Watson fazia parte do elenco.

E o resultado foi: ainda não assisti ao filme, mas já li o livro duas vezes.

Se alguém me pergunta qual o meu livro preferido, eu sempre penso no livro que me deu o que eu precisava na hora que eu mais necessitava, e atualmente eu posso dizer, com certeza e felicidade, que esse livro é: As Vantagens de Ser Invisível. Sem nem hesitar.

Chbosky criou personagens reais, com sentimentos reais, mas que, de toda a forma, parece que só existem na nossa cabeça. 
E isso é contraditório, mas entendível.

Sam, por exemplo, tem um jeito simples e objetivo de fazer as coisas. Patrick - ou Nada - nos encanta por ser feliz sendo quem é. Bill, que é professor, nos dá aquele aperto no coração por ser o tipo de mestre que a gente sempre quis ter, mas nunca teve. Mary Elizabeth embaraça nossos sentimentos por ser aquele/a tal amigo/a que a gente nunca teve, mas que sempre tentou ser pra alguém. Já o personagem Charlie é uma versão nossa, ou quase nossa.

Para quem ainda não leu As Vantagens de Ser Invisível, aconselho muito a ler.

E então vai descobrir que, ás vezes ser invisível é até bom, mas ser infinito é melhor ainda.


Alguns quotes:

"-Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. Você compreende"

“É ótimo que você ouça e seja um ombro amigo para alguém, mas há momentos em que a gente não precisa de um ombro. E se precisarmos de um braço, ou coisa parecida? Você não pode se limitar a se sentar lá, colocar a vida de todos à frente da sua e pensar que o que importa é o amor. Não pode fazer isso. Você tem que fazer as coisas.”

“É muito mais fácil não saber das coisas de vez em quando.”


Uma definição:




quarta-feira, junho 04, 2014

#Resenha - Pandemônio (Pandemonium) - Lauren Oliver


“Mas agora o futuro, assim como o passado, nada significa. Agora só existe um lar erguido a partir de lixo e detritos, à margem de uma cidade destruída, logo depois de um imenso lixão; e a nossa chegada, famintos e semiparalisados pelo frio, em um lugar com comida, água e paredes que isolam lá fora os ventos brutais. Para nós, aqui é o paraíso.” Página 235


Sinopse:

Duas realidades, duas Lenas, diferentes ameaças. Antes e agora. Dividida entre o passado — Alex, a luta pela sobrevivência na Selva — e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor, sem, porém, se transformar em um zumbi: modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções: pouco a pouco a sociedade se incendeia pelas faíscas da revolta, vindas de todos os lugares... inclusive de dentro.




Discorrer:

Pandemônio, de Lauren Oliver me mostrou o que é uma distopia!

Durante muitos anos os cidadãos foram forçados a passarem por uma intervenção da qual se encontrava a cura para o deliria, uma doença onde o Amor é o problema.
Mas dentre todos esses cidadãos, também existem aqueles que não concordam com as autoridades que falam por eles.
Existem os resistentes. Os chamados: inválidos!

Magdalena Morgan Jones me deixou maluco!
Se em Delírio a personagem já era cheia de emoção e força, em Pandemônio ela aprendeu a ser também destemida. 
A Selva a obrigou a amadurecer e a tornar a si mesma em sua maior defesa. Mais do que isso, Lena agora é um membro importante em sua "equipe" na selva.

No decorrer do livro a  narrativa caminha se intercalando entre o passado e o presente, sempre sendo contada pela personagem Lena.
É a partir dessa narrativa que o leitor vai entendendo as escolhas e os problemas de Lena e dos inválidos, e assim, criando uma opinião sobre tudo. Em cada nova cena uma intensidade maior acontece.



Opinião:

Eu amei Pandemônio, assim como eu também amei Delírio.

O primeiro volume começou meu ano, e o segundo me deu o valor que eu estimava! Melhor que o primeiro, com certeza. Mais profundo? Talvez não.
A narrativa e os detalhes foram maravilhosos e o final um pouco corrido, mas mesmo assim não foi menos admirável.

Se for fazer uma comparação entre Pandemônio e Delírio, posso dizer que Pandemônio é bem mais preciso.

Em Pandemônio conseguimos enxergar as coisas acontecendo com mais vivacidade. Há realmente um pandemônio acontecendo e a questão do ser a favor ou ser contra a cura fica mais evidente.
Talvez pelo fato desse volume não haver mais um envolvimento entre Alex e Lena, a história tenha ficado mais feroz do que profunda.
Em Delírio eu até chorei, mas em Pandemônio eu não deixei de sentir muitas emoções.

Quanto a narrativa: eu amo livros narrados em primeira pessoa, principalmente se for uma narração feminina, como por exemplo a Katniss de Jogos Vorazes, a America de A Seleção ou a Alyssa de O Lado mais Sombrio. Porém, o que achei mais curioso em Pandemônio é que os capítulos são separados pelo Antes e o Depois.
Os capítulos sobre o que aconteceu após Lena chegar na selva e perder Alex, que supostamente morreu, ficam no Antes. Já os capítulos do Depois é sobre a Lena sendo parte dos inválidos, os resistentes.

E o Show de detalhes é ótimo. 
Lauren escreve muito bem sobre o que acontece e como acontece. Porém, nos momentos finais tudo vai acontecendo rápido demais e com descrições de menos. Mesmo assim o livro continuou me prendendo e me deixando muito mais curioso pelo desfecho da série que será no terceiro e último livro.



Quotes

“– Mais uma lição que você podia muito bem aprender agora: se quiser alguma coisa, se for pegá-la para você, vai sempre estar tirando de outra pessoa. Isso também é regra. E coisas precisam morrer para que outras possam viver.” Página 136

“Neste momento me ocorre que as pessoas têm seus próprios túneis: espaços escuros e sinuosos, e cavernas; é impossível conhecer todos os lugares que existem dentro delas. Mesmo imaginar é impossível.” Página 225

“O ódio cresce em mim e, com ele, uma onda cada vez maior de fúria. Poderiam todos arder em chamas.” Página 289

“O ódio é uma corda apertando meu pescoço” 289

“Quando você deixa a palavra entrar, quando permite que se enraíze, ela se espalha como mofo por todos os cantos e espaços escuros que há em você. E com ela vêm as perguntas, os medos trêmulos e frágeis, suficientes para mantê-lo permanentemente acordado.” Página 298



segunda-feira, abril 28, 2014

#Resenha - O Lado mais Sombrio (Splintered) - A.G. Howard


“País das Maravilhas e comum... Duas palavras que nunca devem estar na mesma sentença.”


Alyssa Victoria Gardner é tataraneta de Alice Liddell e convive com alguns hábitos bastante estranhos até se encontrar em meio ao País das Maravilhas. Ao chegar lá, calafrios e estranhamentos percorrem por sobre toda a trama, pois O Lado Mais Sombrio do País das Maravilhas é apresentado por A.G. Howard, fazendo-nos acreditar que esse livro é uma continuação das histórias de Carroll e que o que escreveu nesse volume é a verdadeira história de Alice no País das Maravilhas.
 
No decorrer das apresentações dos personagens, uma pulga se aloja atrás de nossa orelha e continua lá até o final do livro, pois em O Lado Mais Sombrio ninguém é o que parece ser e tudo nos gera desconfiança.
 
Se quer um conselho antes de ler o livro: não acredite em nada até que tenha completa certeza de tudo.

•Quando Alyssa entra na toca do coelho, não sei dizer se ela entra sozinha ou com seu amigo Jeb.
•Morfeu, o guia de Alyssa, não parece tão confiável como parece ser no inicio. Não dá para entender suas intenções.
•O que foi mesmo que Alyssa foi fazer no País das Maravilhas?
•Alyssa está apaixonada por quem?
•Em quem eu devo acreditar?

E as respostas para essas perguntas parecem não existir.
Quando parece que já se tem todas as respostas, algo aparece apagando todas as somas e mostrando que toda a construção de respostas estavam erradas.

Sempre que uma explicação surge, espaços vazios também surgem e precisam ser explicados. Ou seja: A cada duvida resolvida, uma dúvida nova aparece. E isso nos enlouquece.

O Lado mais Sombrio é daqueles livros que você só saberá a verdade real no final, e não em seus meios. E isso ajudou a me fazer amá-lo de uma forma que eu não esperava. Não que o livro seja uma formosura, mas ele tem lá seu modo sedutor que me laçou.
 
Quando terminei o livro, mesmo tendo acontecido alguns emperramentos na leitura, acabei por entender tudo o que tinha para ser entendido. Porém, ainda não acabou. E é por isso que estou ansioso pelo lançamento da continuação aqui no Brasil.


“ ... O que acontece no País das Maravilhas fica no País das Maravilhas, certo?” 



Trechos:

“Ás vezes penso que não estou sozinha em minha própria cabeça, que há parte de outra pessoa lá dentro, alguém que me incita a seguir além dos limites.” Página 16

“uma raça de seres sobrenaturais sombrios e estranhos, nativos de um mundo escondido nas profundezas da terra. Muitos usam sua magia para diabruras e vingança embora poucos sejam inclinados à bondade e coragem.” Página 26

“- As fotografia contam histórias – Alison murmura. – Mas as pessoas esquecem de ler as entrelinhas...” Página 40

“Por tantos anos, as mulheres de nossa família foram tachadas de loucas, sem o serem. Podemos ouvir coisas que outras pessoas não podem. É a única explicação para nós duas ouvirmos a mosca e os cravos dizerem a mesma coisa. O truque não é responder ao que dizem os insetos e as flores diante de pessoas normais, porque aí parecemos loucas.” Página 42 á 43

“- ... Agora você está aqui para arrumar as coisas, não está, minha joia? Para reparar o que Alice estragou. Para consertar o País das Maravilhas, quebrando assim a maldição sobre o nome de sua família. As conversas com insetos e flores... Os laços com esse reino. Você não estará mais enfeitiçada...” Página 153

“Se você tenta passar a perna na magia, há sempre um preço a pagar” Página 339


terça-feira, abril 22, 2014

News | Desfecho da Trilogia Delírio será lançado em Maio pela Editora Intrínseca!

Os amantes de Delírio já podem começar a delirar. 

A Editora Intrínseca já notificou que o lançamento do terceiro e último livro da série será lançado em maio. 

Contudo, o mais interessante sobre Réquiem é que o desfecho da trilogia não será narrado apenas por Lena como nos outros dois livros.

E isso vai deixar tudo mais delirante ainda.

"Alternando entre o ponto de vista de Lena e o de Hana, Lauren Oliver mostra que a revolução é um caminho sem volta, assim como a liberdade."





sexta-feira, abril 11, 2014

#Resenha: Em Chamas (Catching fire) - Suzanne Collins


“- Lembre-se, garota em chamas – diz ele -, ainda estou apostando em você.” Página 278


Todos os anos, um menino e uma menina, de cada um dos doze distritos, são sorteados para participar dos Jogos Vorazes. Um jogo em que 24 tributos são forçados a lutarem por suas vidas e apenas um sairá dele vivo.
Katniss Everdeen, do Distrito 12, foi tributa na septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes mas não foi a única vencedora da edição. Junto com ela, Peeta Melark, também do Distrito 12, saiu vivo, e os dois alteraram as regras dos jogos com suas participações, forçando a Capital a aceitar dois tributos como vencedores.

“O hino acaba e o presidente Snow começa a falar, para lembrar a todos dos Dias Escuros, dos quais nasceram os Jogos Vorazes. Quando as leis relacionadas aos jogos foram elaboradas, eles ditaram que, a cada 25 anos o aniversário seria marcado por um Massacre Quaternário. Eles convocariam uma versão glorificada dos Jogos com o intuito de refrescar a memória daqueles que foram mortos pela rebelião dos distritos.” Página 185

A participação de Katniss nos Jogos Vorazes não foi muito bem vista pelos idealizadores dos Jogos, muito menos pelo presidente de Panem, Snow.
Katniss é uma ameaça ao poder da Capital e para eliminá-la, não se pode simplesmente apagá-la sem mais nem menos, é preciso que ela seja eliminada expostamente pelo próprio poder da Capital para servir de aviso a qualquer rebelde.

E o que acontece é Massacre Quartenário.

Na septuagésima quinta edição, os participantes são ex vencedores, seguindo sempre a linha de um homem e uma mulher. E no distrito 12 só houve uma mulher vencedora: Katniss Everdeen. O que já a força a ser participante do Massacre Quartenário.
Além dela, só existem dois homens vencedores pelo seu distrito: Peeta e Haymitch, mas Peeta quem vai com Katniss, novamente, porque ela a ama.

Katniss é a garota que acendeu uma fagulha e incitou os distritos a se rebelarem contra a Capital. E agora, como tributa outra vez, ela verá que essa edição contará com muito mais ódio, vindos não só dela como de todos os outros tributos.
Alianças se formam e o relógio não para de girar. Mas quando o ponteiro diz que é hora de matar ou morrer, será que Katniss já terá entendido bem as coisas?

“Se eu conseguir deixar claro que ainda estou desafiando a Capital até o fim, a Capital terá de me matar... mas não ao meu espírito. Existe por acaso melhor maneira de dar esperança aos rebeldes?” Página 258

Nota:

No segundo volume da trilogia, a coisa mais rara de acontecer é não ter ação. Tanta ação chega a ser um incentivo a não parar de ler o livro até tudo passar, e quanto fiquei sabendo sobre o tal de Massacre Quaternário, a minha boca caiu.

Como leitor, fiquei com a pulga atrás da orelha em vários momentos da leitura, tentei relacionar umas coisas com outras, mas só no final tudo fez sentido. 

A construção da trama foi tão maravilhosa que Jogos Vorazes subiu ainda mais no meu conceito. E sobre os personagens: ainda continuam tão bem construídos quanto no primeiro volume.

Sem contar que a nossa protagonista Katniss Everdeen vem com muito mais força e um amadurecimento digno de aplausos! Ela está literalmente em chamas e vai incendiar tudo. E é para ver esse crescimento que o leitor que se aventurar no volume Em Chamas, não pode fazê-lo sem ler antes o primeiro volume de Jogos Vorazes.


Alguns Trechos:

“ – Ele deve ser muito frágil mesmo, se um punhado de amoras pode derrubá-lo” Página 29

“- Seu estilista acabou sendo profético na escolha do seu traje. Katniss Everdeen, a garota em chamas, você acendeu uma fagulha que, se não for contida, pode crescer e se transformar num inferno que destruirá Panem – diz ele.” Página 30

“Porque, às vezes, acontecem coisas com as pessoas com as quais elas não estão preparadas para lidar.” Página 40

“Eu tremo, pensando em como Peeta consegue fazer qualquer pessoa acreditar em qualquer coisa.” Página 366

“Tínhamos que salvá-la porque você é o Tordo, Katniss – diz Plutarch – Enquanto você viver, a revolução vive.
O pássaro, o broche, a canção, as amoras, o relógio, o biscoito, o vestido em chamas. Eu sou o tordo. O que sobreviveu apesar dos planos da Capital. O símbolo da rebelião.
” Página 408



PS: Estou tremendo de medo de ler A Esperança, mas também estou muito ansioso.



quarta-feira, abril 02, 2014

#Resenha: Ratos (Mice) - Gordon Reece - E sobre os Ratos da vida

 
"Quando um gato invade a toca de um rato, ele não vai embora sem fazer mal nenhum. Eu sabia como aquela história terminaria. Ele me estupraria. Ele estupraria minha mãe. E nos mataria" Página 61


QUE MERDA DE LIVRO BOM DO CARAMBA!


Estou bastante satisfeito com a minha leitura desse livro, e minha satisfação não se dá apenas por eu não ter criado nenhuma expectativa positiva sobre ele, mas sim porque, além de me surpreender, a trama toda me deixou sem o poder de suspeitar de como tudo iria terminar.
A todo momento eu imaginava que as coisas voltariam a ser como no inicio: ratos se escondendo. Mas o livro de Gordon Reece é um espelho real e não pode ser levado como uma mera ficção.

Shelley era um rata. Uma garota covarde demais para dizer "chega" e fraca demais para dar um basta ao sofrimento que os outros a faziam passar.

Não muito diferente dela, sua mãe - uma advogada - também era uma rata. 
A mulher havia sido usada pelo ex-marido e depois trocada por uma vagabunda qualquer. Em seu emprego, era a que mais trabalhava e a que menos recebia, fazendo o trabalho dos outros e sofrendo ataques e grosserias de seus chefes. Todos se aproveitando dela.

"Meu pai nos abandonou, deixou-nos lutando sozinhas por nosso sustento enquanto se esbalda com sua vagabunda de vinte e quatro anos. Eu fui tão agredida que precisei abandonar a escola e ter aulas em casa. Meu rosto estava tão marcado pelo ódio alheio. E, agora, dentre todas as casas que aquela bomba-relógio ambulante poderia invadir, a nossa foi a escolhida, justamente quando começávamos a construir uma nova vida, quando as coisas começavam a melhorar" Página 69 

Shelley acabou por ser agredida violentamente por colegas de classe, e após o incidente, precisou deixar a escola e passou a ter aulas em casa.
Para fugir ainda mais de tudo aquilo, a garota e sua mãe decidem viver em algum lugar deserto, longe de tudo e de todos e acabam por ir morar no Chalé Madressilva, pois "estava ali, o som mais maravilhoso que existia: a total ausência do som".

Mas como poderiam pensar que viveriam protegidas se fossem para um lugar longe de tudo?

E foi nesse lugar, longe dos olhos e ouvidos de qualquer um, a não ser delas mesmas, que o gato apareceu. Entrou na toca dos ratos e resolveu brincar de uma espécie de "dança das cadeiras", mas o que ele não contava era que "até os ratos têm um limite".


Mais:
 
Se no nosso interior existe algo exigindo ser libertado, uma hora se soltara e, como uma fera de dentes afiados e garras assassinas, sairá quebrando todas as correntes.
Isso é o que acontece com Shelley e sua mãe, que haviam sido obrigadas a aceitar tudo da vida, mas o preso dentro do interior deles se soltou e quebrou todas as correntes.
O medo deixou de existir e o ódio tomou o lugar.
E os ratos deixaram de ser ratos

Ratos é um livro que dá para se identificar. Eu, por exemplo, já fui um Rato. E quem já não foi um Rato?

Esse livro não é mera ficção, mas, talvez, meras coincidências.


Alguns trechos:


"... mas foram necessários meses de bullying até que eu finalmente compreendesse que eu era aquilo: um rato, uma rato humano" Página 33

"Eu não tinha dúvida do que escutara e do que seria: havia alguém na casa" Página 60

"Eu já não seria vitima de ninguém. Nunca mais" Página 237

segunda-feira, março 10, 2014

#Resenha - Jogos Vorazes (The Hunger Games) - Suzanne Collins


"- Eu jurei que venceria"


Panem é um país dividido em doze distritos e uma capital. Cada um desses doze distritos tem sua especialidade específica de produção e cada um deles trabalham para manter a capital que governa toda a Panem. 
Katniss Everdeen, a protagonista da história, vive no distrito doze que é o responsável pela produção de carvão e também é o mais pobre de todos os distritos.

Para sobreviver nesse distrito, Katniss aprendeu a se virar.
Usando sua perfeita capacidade no manuseio de arco e flecha, ela nunca deixou sua mãe e sua irmã, Prim Everdeen, passarem fome. Em companhia de seu amigo Gale, Katniss sempre sai para caçar. Mas nada é tão bom por muito tempo...

Cerca de 74 anos antes haviam 13 distritos em Panem, mas houve uma revolta dos distritos contra a Capital que os venceu e extinguiu o Distrito 13. Para lembrar desses Dias Escuros a Capital promove todos os anos o que denominam de A Colheita.

A Colheita é um evento em que a Capital obriga cada um dos distritos a dispor de uma garota e um garoto para participar dos Jogos Vorazes. A seleção desses membros é feita através de um sorteio em que o representante de cada Distrito retira de dentro de um recipiente um nome de uma garota e depois de um garoto.
Os nomes dentro do recipiente podem estar repetidos, já que aqueles que compram téceras (grãos e óleo) só podem pagar de uma forma: colocando cada vez mais o seu próprio nome para ser sorteado na Colheita.


Imagine você, sendo obrigado a pagar por téceras para ter o que comer, colocar seu nome em mais papéis de sorteio sabendo que terá mais probabilidades de ser o escolhido para lutar vorazmente pela própria vida em uma arena em que há 23 jogadores dispostos a te matar para serem vencedores. Afinal, apenas um poderá vencer! Serão vinte e três mortos e apenas um vivo!


Mesmo Katniss tendo 15 vezes mais chances de ser sorteada na Colheita do que a sua irmã Prim Everdeen, que só tinha o seu nome apenas uma única vez para sorteio, é Prim que é sorteada.
No desespero, a coragem e o Amor falaram mais alto e Katniss se voluntaria a ir no lugar da irmã para a Septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes.
Seu companheiro de distrito sorteado foi Peeta Melark, um garoto que já havia salvado a vida de Katniss quando ela poderia ter morrido. E Katniss sabe que na arena terá de matá-lo ou ele a matará.

"Não tenho como vencer. Prim deve saber disso bem no fundo do coração. A competição supera minhas habilidades. Garotas de distritos mais ricos, onde a vitória é uma honra descomunal, que treinaram a vida inteira para esse momento. Garotas que são duas ou três vezes maiores do que eu. Garotas que sabem mais de vinte maneiras de te matar com uma faca. Ah, mas também vai ter gente como eu. Gente que vai ser logo eliminada do jogo antes que a verdadeira diversão comece." Página 43

Nota:

Eu sinto que faltaria algo na minha vida se eu não tivesse lido Jogos Vorazes.

Suzanne Collins, pelo menos comigo, conseguiu me jogar para dentro do livro e me fazer sentir tudo o que a protagonista Katniss sentia.
Consegui sentir medo com a Katniss e também desconfiei de tudo o que ela desconfiou. Senti raiva de alguns personagens e outros eu queria que morresse logo por serem sonsos e astutos demais, ou seja, uma ameaça para Katniss.

De alguns personagens eu preciso falar: Simpatizei pra caramba com o Cinna, mas em poucos momentos eu me sentia confortável com a Effie Trinket. Cheguei a odiar o Haymitch, mas não tanto como odiei aquele otário do Cato.

Estou feliz por ter lido Jogos Vorazes sem ter tido nenhuma pré informação. Eu não sabia nem o nome da protagonista, nem ao menos do que se tratava. Fugi de todas as resenhas possíveis e nada de assistir ao filme antes de ler o livro. O resultado foi o de ter a melhor experiencia literária até hoje: começar a ler um livro sem saber nada sobre ele.

"- Bem, há uma garota. Sou apaixonado por ela desde sempre. Mas tenho certeza de que ela não sabia que eu existia até a colheita..." Página 143



Leia Jogos Vorazes e se apaixone.
Mal vejo a hora de começar a ler o segundo livro da trilogia: Em Chamas

sexta-feira, janeiro 24, 2014

#TFP - Trecho (Morte Subita - J.K. Rowling) - A Honestidade



"Na sua opinião, o maior erro de noventa e nove por cento das pessoas
é ter vergonha de serem quem são, é mentir a esse respeito, fingindo ser
alguém diferente. A honestidade era a sua marca, a sua arma, a sua defesa.
Quando somos honestos, as pessoas se assustam, ficam chocadas. Bola
descobriu que tem gente que fica aferrada a constrangimentos e falsas
aparências, morrendo de medo que as suas verdades possam se espalhar.
Ele, porém gostava mesmo era das coisas nuas e cruas, de tudo que fosse
feio, mas honesto, das coisas sujas que fazem pessoas como o seu pai se
sentirem humilhadas e enojadas. Pensava muito sobre messias e párias, so-
bre homens que eram taxados de loucos ou criminosos, nobres marginais
rejeitados pelas massas inertes.
O mais difícil, a verdadeira glória era sem quem a gente realmente é,
mesmo quando se trata de uma pessoa cruel ou perigosa, aliás, especial-
mente nesses casos. É preciso ter coragem para não tentar disfarçar o ani-
mal que lhe calhou. Por outro lado, é preciso evitar fingir ser mais que
o animal que você é: se entrar por esse caminho, se começar a exagerar
ou aparentar outra coisas vai acabar se tornando um outro Pombinho, tão
mentiroso, tão hipócrita quanto ele. Autêntico e inautêntico eram pala-
vras que Bola usava com frequência, mentalmente. Na sua opinião, esses
dois termos tinham uma incrível precisão de significado, e ele os aplicava
referindo-se tanto a si  mesmo quanto aos outros. "
 Morte Súbita - J.K. Rowling - Página 77 e 78

terça-feira, janeiro 21, 2014

#Resenha - A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars) - John Green


"-Alguns infinitos são maiores que outros"

Hazel Lancaster é uma paciente terminal diagnosticada com Tireoide com metáfase nos pulmões. Uma adolescente com uma vida monótona, sempre em companhia da mãe e de uma cânula - tubos de oxigênio que a ajudam a respirar -. Leitora assídua, apaixonada por um livro chamado Uma aflição Imperial de seu escritor de um livro só, Peter Van Houten.

Hazel frequenta um Grupo de apoio, que ela chama ironicamente de O Coração literal de Jesus, e é lá que, em certo dia, ela conhece Augustus Waters e suas vidas começam a mudar completamente.

"Na boa, vou logo dizendo: ele era um gato. Se um cara que não é gato encara você sem parar, isso é, na melhor das hipóteses, esquisito, e na pior, algum tipo de assédio. Mas se é um cara gato.. na boa.." Página 16

Gus aparece no Coração literal de Jesus, pela primeira vez, para acompanhar seu amigo Isaac que estava ficando cego. Mas em contrapartida, apenas Isaac estava ficando cego, porque Hazel e Gus estavam enxergando muito bem, na verdade, estavam SE enxergando muito bem. Sem tirar os olhos um do outro.

"-Ai, meu Deus. Já vi o Augustus em festas. As coisas que eu faria com aquele cara, quer dizer, não agora que sei que está interessada nele. Mas, meu Deus do céu, eu montaria naquele ponei perneta e daria uma volta inteira no curral." Página 91

Augustus Waters teve osteosarcoma e por isso precisou ter sua perna amputada e no lugar tela, usa uma perna falsa. Ama jogar video-games e costuma colocar um cigarro na boca, mas sem acendê-lo. É como usar uma coisa que pode te matar, mas sem deixar ela te matar.

Hazel e Gus começam então a ter uma amizade que vai ficando cada vez mais confusa e amorosa, e quando Hazel apresenta o seu livro favorito, o Uma aflição Imperial, ela  também revela que gostaria muito de poder saber mais sobre o livro do autor de um livro só, Van Houten.

A partir dai, Gus decide, após ler o livro e ouvir a vontade de Hazel, que precisam ir ao encontro do escritor. Ele então consegue contato com a assessora de Van Houten e consegue levar Hazel para Amsterdã com ele para cumprirem a vontade de falar com o Autor. Claro que a mãe da menina vai junto. E é em Amsterdã que tudo começa a acontecer.. até o desapontamento.

"As vezes as pessoas não tem noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem" Página 61

"-É por isso que gosto de você...... Você está tão ocupada sendo você mesma que não faz ideia do quão absolutamente sem igual você é" Página 17

Nota:

Ler A Culpa é das Estrelas não foi como eu esperava que fosse. E isso só firma mais a ideia de que a gente não pode criar muitas expectativas, porque assim fica mais propenso a se decepcionar.

Sobre as promessas da capa:


"Você vai rir" - Sim, eu ri em vários momentos. Principalmente com os comentários da amiga de Hazel, Kaitlyn.
Os personagens são bastante reais, pra falar a verdade. E os diálogos são simples. Quanto as partes engraçadas: não tem nada muito forçado.

"..vai chorar" - Não. Eu não chorei. Talvez eu até tenha sentido um aperto no peito. Mas chorar, não.
Muitas pessoas disseram que se acabaram no choro lendo esse livro, mas eu não vejo como jorrar rios com ele. Achei certas partes muito, ou bastante, apelativas. E eu não sou do tipo que gosto de apelação.

"..e ainda vai querer mais." - Não. Completamente, não. Na realidade, eu li o livro bem rápido porque não via a hora de que ele terminasse ou aparecesse algo que me empolgasse mais. E a viagem para Amsterdã, foi entediante.


É claro que não posso dizer de todo negativo sobre o livro.

Quando ele começava a deixar os excessos inúteis e/ou apelativos e dava lugar á cenas mais interessantes e reais, a história começava a ter um sentido gostoso que, com certeza, salvaram o livro.
No final, da até pra sentir saudades dos personagens. Mesmo que alguns deles não tenham sido tão bem explorados, afinal, a exploração ficou mesmo só para os protagonistas, e eu não acho que esteja errado, mas não é confortante.

Sobretudo, essa resenha vem de alguém que prefere livros de Terror a livros melosos.. e/ou apelativos.


Estrelas se referem a destino? Será que a culpa é mesmo das estrelas?




segunda-feira, janeiro 13, 2014

#Resenha: O Pacto (Horns) - Joe Hill






Imagine que você acordou se sentindo diferente mas não ligou muito pra isso, já que é super normal acordar se sentindo assim ás vezes. Mas então, quando finalmente vai escovar seus dentes, você se surpreende com a sua própria imagem refletida no espelho. Á principio parece ser só uma ilusão, mas quando você leva as mãos até a cabeça aquilo está lá, pontudo e de verdade.

Você está com dois chifres.

Ignatius Perrish chegou a mijar nos próprios pés quando viu um par de chifres em sua cabeça. Mesmo com esses novos companheiros aterrorizantes, Ig resolveu seguir a monotonia do dia-a-dia, e com ela procurar alguém a que pudesse ajudá-lo.
Para sair de seu apartamento, ele precisou passar pela sala onde estava Glenna, uma "amiga" com quem ele havia dormido ou dividia o seu ap, e através dela, Ig descobriu que sua vida estava se tornando um tanto quanto anormal. 




Glenna parecia uma maluca dizendo á Perrish coisas que ele nunca pensou que iria ouvir da boca dela.
Na verdade, Ig começou a ver e a ouvir coisas, que ele nunca desconfiaria que pudessem dizer ou fazer, vindas de muita gente. Inclusive de sua própria família.


Ignatius tinha uma vida boa. Tinha uma família de sobrenome importante, um irmão companheiro, um melhor amigo, mas havia coisas ruins também. Ig perderá Merrin, a garota de sua vida, que havia sido assassinada e estuprada, e a quem ele era o principal suspeito.


Nada seria como antes após tudo começar a fazer sentido para Ig.
Agora ele era uma espécie de demônio ou algo do tipo, e qualquer pessoa que olhasse para os seus chifres iria revelar seus piores segredos.
A partir disso, Ignatius resolve usar seu novo dom á seu favor, descobrindo e investigando tudo o que pudesse levá-lo a algum lugar positivo em relação a ele e ao assassinato de sua garota Merrin. E o que ele descobre com o uso do poder desses chifres está além do que ele poderia, um dia, imaginar.




Nota:

Esse livro me deu uma leitura pra lá de impactante.
Nunca me desviei tanto da realidade como aconteceu enquanto estive lendo esse livro, eu me senti absorvido pela escrita de Joe Hill em O Pacto.

Se eu tivesse ido pela opinião de muitos leitores, eu não teria lido esse livro. Por isso que eu sempre digo, se você quer ter uma opinião sobre algo, conheça antes, argumente depois.
Quanto ao lado "satânico" do livro, minha opinião é: eu gosto de livros de terror, e pra mim tudo bem se eu ler um livro que tenha o satanás como protagonista, como vilão ou como um mocinho.
O próprio homem pode ser pior que o diabo, isso é, se o homem entregar a liderança para o diabo, não é?!

Deixe toda e qualquer opinião alheia de lado e leia O PACTO de Joe Hill.
E então conheça o detestável Lee Torneau, a estranha Glena, o idiota Eric, o arrependido Terry e sinta vontade de conhecer a maravilhosa Merrin, tudo isso com o imprudente e indiferente Ignatius Perrish.

Ah, e se prepare pra rir muito. Não é porque é um livro de terror que não tem momentos pra lá de engraçados.